sambas de enredo
Academia Indígena de Letras - Sou índio, Eu também sou Imortal
Vila Isabel - 2000
Ouvindo os murmúrios da cascata
A minha Vila foi pra mata
E ao voltar, canta o que tenho pra mostrar
A avenida vira aldeia, "Porto Seguro"
Pro azul e branco me exaltar
O samba e a alma de um povo
"Unidos" tal qual oração
Tupã abençoando essa união
Iara do Igarapé, meu coração é seu lugar
A proteção do meu pajé
Abre os caminhos para a Vila desfilar
Vi lá ... em harmonia com a floresta
Em canto, dança, caça e pesca
Respeito à criação de um Deus maior
Vi lá ... sabedoria em minha gente não letrada
Jaci iluminar a madrugada
Sublimes rituais e soluções medicinais
Vila querida !
Guerreira, tua coroa hoje é cocar
Cavaco é arco e flecha, "lança" nessa festa
Um rio de amor em pleno carnaval
Ao ver tanta cultura me faz tua pintura
Eu sou índio, eu também sou imortal
O meu tambor vai ecoar
A noite inteira
A tribo Brasil festeja o ano 2000
500 anos, a história brasileira
