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Os Tambores da Mangueira na Terra da Encantaria

Mangueira - 1996

No revoar da inspiração
O poeta conseguiu
Cantar em verso e prosa
O amor pela cultura
Lendas e mistérios
Do Nordeste do Brasil
Deite numa rede de algodão
E adormeça nas crenças do Maranhão

No fundo do mar
Tem um castelo que é do rei Sebastião
Tem mandinga, tem segredo
Meu amor, eu tenho medo
De brincar com assombração


Ana, se fez Donana,
Na carruagem tem uma mula-sem-cabeça
Por incrível que pareça
Uma serpente circundando o ribeirão
A manguda vai chegar,
Bumba-meu-boi e cazumbás
É festa de São João

Agô iná, iná agô
Oh ! Doce mãe sereia
No seu lampejo que ilumine todos nós
Lá na praia dos Lençóis
É noite de lua cheia


Os tambores da Mangueira
Na terra da encantaria
Encantaram o touro negro
Que num toque de magia

Se vestiu de verde e rosa
Embarcou na poesia